
Quando uma criança passa por situações de violência, negligência ou abandono, não é apenas sua segurança física que precisa ser garantida. É a sua infância que precisa ser protegida. Brincar, criar vínculos, sentir-se segura, ter uma rotina afetiva e ser ouvida são direitos fundamentais e não privilégios.
A proteção integral vai além do afastamento da situação de risco. Ela exige cuidado emocional, previsibilidade, afeto e respeito ao tempo de cada criança. Ambientes familiares, com atenção individualizada, contribuem para reconstruir a confiança, fortalecer o desenvolvimento e permitir que a criança volte a ser, simplesmente, criança.
Preservar a infância também é evitar rótulos, estigmas e exposições desnecessárias. É garantir sigilo, dignidade e oportunidades reais de desenvolvimento saudável. É compreender que cada gesto de cuidado ajuda a reparar aquilo que foi rompido.
Quando investimos em políticas públicas, serviços de acolhimento qualificados, através da modalidade família acolhedora, e redes de apoio comprometidas, estamos dizendo que nenhuma história está perdida e que toda criança merece crescer com proteção, afeto e esperança.
Cuidar da infância é cuidar do futuro. E esse cuidado começa agora!